Deputado Estreia programa de Rádio em São Paulo

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Aconteceu no dia 27 de novembro a reestreia do programa “Questão de Cidadania” na Rádio Gospel FM – SP. Apresentado pelo deputado federal Marcelo Aguiar (DEM), o programa traz notícias, entrevistas e debates sobre temas importantes relacionados a política, cidadania, segurança, educação e temas atuais.

Entrevista com o Ministro da Educação Mendonça Filho

No programa de estreia, Marcelo Aguiar entrevistou o ministro da educação Mendonça Filho que falou sobre temas importantes relacionados a educação no Brasil. Confira um trecho da entrevista:

Qual é o maior desafio da sua gestão e do Ministério da Educação atualmente?
O nosso maior desafio, que também é o maior desafio da educação brasileira, é produzir qualidade, ou seja, garantir uma educação com qualidade, que signifique melhores oportunidades e maior equidade entre jovens e crianças no Brasil.
A gente sabe que uma criança que estuda em uma escola pública média, principalmente nas regiões menos desenvolvidas, tem uma condição de ascensão social e de oportunidades na sua vida futura muito menor em relação às crianças e jovens que estudam em escolas particulares. Então, temos que criar condições no Brasil para que a educação seja, de fato, um espaço que promova equidade e oportunidade.
Vamos falar um pouquinho sobre o programa de fomento ao ensino médio em tempo integral. Gostaria que o senhor explicasse para os nossos ouvintes por que esse projeto é tão importante?  
Este projeto nasceu de uma experiência nossa em Pernambuco. Quando eu fui vice-governador, nós criamos um projeto de escola em tempo integral. Primeiramente, implantamos este projeto em um colégio da região muito tradicional, chamado Ginásio Pernambucano. E, ao longo dos anos, fomos ampliando as ações relacionadas à adoção do tempo integral nas outras escolas. Nós trouxemos essa experiência para o MEC (Ministério da Educação) e, de um total de 8 milhões de matrículas no Ensino Médio, 300 mil eram em tempo integral. E o projeto que foi lançado em nossa gestão, com o aval do Presidente Temer, foi na direção de que a gente pudesse aumentar a oferta da educação em tempo integral no nível médio brasileiro.
Então, nós lançamos um primeiro edital com 257 mil matrículas, e estamos lançando mais um para atender às redes educacionais de nível médio no Brasil, que são públicas e estaduais, para que a gente possa garantir, até o final da gestão, mais 500 mil novas matrículas no Ensino Médio em tempo integral!
Isso produz uma grande diferença, porque um jovem que estuda em tempo integral é um jovem protegido da criminalidade.
É nisso que nós estamos confiando, e queremos definir um padrão mínimo de pelo menos 10% de matrículas no Brasil, no nível médio das redes estaduais e com o apoio do Governo Federal, em tempo integral – o que é uma grande mudança e um importante passo para que a gente continue crescendo e evoluindo.
 Para a implantação deste programa, foi necessário o investimento de aproximadamente R$ 1,5 bi – o que equivale a aproximadamente R$ 2 mil por aluno ao ano. Qual medida vocês pretendem adotar para o controle do direcionamento destes valores?
O grande diferencial dos programas do MEC, especificamente este que estimula o apoio à educação em tempo integral, é justamente a lógica de que a gente tenha também um monitoramento e acompanhamento do desempenho do projeto.
Se o Estado tem um bom desempenho sob o ponto de vista da aplicação dos recursos e apresentar bons resultados sob o ponto de vista educacional, evidentemente, será premiado com uma segunda leva.
Temos sempre que lançar projetos que sejam monitoráveis, que tenham fiscalização e desdobramentos do ponto de vista do acompanhamento por parte do Governo Federal.
 No ano passado, quando tivemos o Plano Nacional de Educação, nós limpamos a pauta referente à Ideologia de Gênero, porque sabíamos que o anseio da população era contrário ao que era apresentado no projeto.  Mas este assunto voltou a ser discutido. Nós sabemos que o senhor tem uma grande preocupação com a família brasileira. Sei que o senhor é conservador, mas, ao mesmo tempo, aberto para debater questões como essa. Sei que o senhor não ocupa este espaço apenas para atender uma minoria ou um seguimento. Acho, inclusive, isso saudável para o desenvolvimento do país. Mas eu gostaria de saber o que o senhor acha da ideia de promover a Ideologia de Gênero nas escolas e qual será a posição do MEC, levando em conta a opinião contrária da maioria da população brasileira?
Primeiro, eu acho que nós precisamos fazer um retrospecto. A base nacional como curricular é uma proposta que está sendo discutida já na terceira versão, ou seja, ela nasceu de uma maneira, mas foi adaptada. Todas estas versões surgiram antes de eu assumir minha missão como Ministro da Educação. Já a terceira, eu encontrei em processo de debate no Ministério da Educação. De fato, você tinha elementos com relação à primeira versão, talvez, até da segunda, que levavam a um raciocínio de que havia uma incorporação por parte do Estado brasileiro da promoção à chamada Ideologia do Gênero.
Evidentemente, como brasileiro e como ministro, eu tenho uma posição plural, ampla e representativa da diversidade da pluralidade do nosso país. Mas, ao mesmo tempo, a gente tem que ter, como princípio básico, o que está registrado na Constituição.
A educação é uma missão do Estado junto com a família. Não é uma ação isolada só do Estado, ou só do Município, ou só do Governo. A missão de educar tem que ser compartilhada também com a as famílias. A partir deste raciocínio, eu lhes digo, com toda a clareza, que não haverá um mandamento por parte da Base Nacional, como curricular, impondo a Ideologia de Gênero.
A última versão da base, que se encontra em debate no Conselho Nacional de Educação, já tem este espírito – plural de um lado, mas, ao mesmo tempo, sem Ideologia de Gênero. Há três, quatro ou cinco pontos que podem suscitar alguma dúvida com relação a esse propósito.
O conselho está fazendo um debate correto. Eu acho que é o espaço para que todos possam exercer a legítima pressão para que este debate seja o mais amplo e representativo possível. Após isso, chegará para mim a homologação. O meu compromisso é ratificar uma base que expresse a média do pensamento da sociedade brasileira e que, ao mesmo tempo, não incorpore a Ideologia de Gênero como uma imposição do Estado Brasileiro.
Então, fiquem tranquilos de que este compromisso nós temos, porque é um compromisso com a grande maioria da população brasileira e que representa o espírito de pluralidade e de respeito a todos.
Ministro, nós sabemos da sua preocupação em relação aos professores. Eles são prioridade para o MEC?
São! Nós, inclusive, lançamos um programa de incremento e de estímulo ao apoio à política de formação de professores, criando, inclusive, a figura da residência pedagógica, preservando o PIBITI (Programa Institucional de Bolsas de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação), que é um programa de grande sucesso na formação inicial de professores de todo o país. Estamos incorporando estados e municípios nessa política de formação – já que são os grandes contratantes de professores, por intermédio das redes estaduais e municipais.
Este é meu objetivo: continuar atuando para que a gente possa avançar cada vez mais nesta política de apoio à boa formação de professores no Brasil, ratificando a cobrança pelo cumprimento da questão do piso nacional de salário dos professores para estados e municípios e, ao mesmo tempo também, ajudando, com o Fundo Nacional de Educação Básico, para que a gente possa criar condições para que a política educacional brasileira valorize a educação básica. Para isso, nós precisamos ter professores bem formados, com oportunidade, inclusive de formação, e valorizados sob o ponto de vista educacional. Esse é o nosso compromisso, e ele sempre será honrado!

 

Publicado por: Ricardo Costa
Com Informações de Redação Igospel